A técnica de tireoidectomia convencional é uma cirurgia segura, que foi desenvolvida por Theodor Kocher em torno de 1883. E desde então bons resultados cirúrgicos vem sendo obtidos até hoje.
Com o desenvolvimento de novas tecnologias novas propostas de remoção da glândula tiroide sem incisão na região cervical anterior foram surgindo, principalmente na Asia, onde por questões culturais, uma cicatriz no pescoço tem um impacto estético importante.
Tireoidectomias com incisões pela axila surgiram em 2001 na Asia, e foram seguidas por incisões pela mama (2007) e acessos também retroauriculares (2009), na região de implante dos cabelos na nuca, todas com o objetivo de não deixar uma cicatriz visível no pescoço. Essas técnicas foram bem difundidas no Oriente, mas devido a sua dificuldade técnica de reprodução, a necessidade do uso do robô, e o custo elevado, acabaram ficando restritas a alguns países.
Em 2015 o cirurgião Angkoon Anuwong popularizou a técnica de tireoidectomia transoral, com acesso transvestibular. A vantagem desse acesso remoto comparado aos outros (axila, mama e retroaurciular) é que não deixa cicatriz visível, pois a mesma fica na mucosa interna do lábio, além de ser realizada com aparelho comum de vídeo cirurgia, enquanto os outros somente com uso do robô. Isso permite uma melhor difusão da técnica e menor custo, o que fez com que a tireodectomia por vídeo por acesso transoral (TOETVA) ganhasse adeptos no mundo todo, e vem crescendo a cada ano.
Em comparação a técnica convencional de Theodor Kocher a grande vantagem da TOETVA é estética, onde o paciente consegue ser submetido a uma tireoidectomia sem nenhuma cicatriz no pescoço. Vale ressaltar que é uma técnica relativamente recente e os estudos vem demostrando uma segurança cirúrgica similar a técnica convencional.
A TOETVA possui indicações precisas, e o paciente deve preencher os critérios para a cirurgia. É fundamental uma conversa com o cirurgião de cabeça e pescoço para que haja uma melhor definição terapêutica, tendo em vista hoje a vasta gama de opção para tratamento dos nódulos tireoidianos como: acompanhamento, tireoidectomia convencional, tireoidectomia por vídeo, tireoidectomia robótica e ablação por radio frequência.